Direito à Cidade nos 130 anos pós-abolição: vivências negras no espaço urbano

Apresentação

O projeto editorial “Direito à Cidade: Novos Olhares”, nasceu em meados de março de 2017, motivado por uma necessidade de conectar lutas e trajetórias a partir das vozes de pessoas engajadas contra as opressões. Seus primeiros frutos foram voltados à discussão de gênero e cidade, tendo apresentado grande receptividade. Quase dez meses depois, percebemos que o projeto ganhou proporções, parceiros e colaboradores da mesma grandeza da necessidade de discutir a pauta de opressões relacionada ao debate da vida na urbe. Ou seja, gigante.

Foram aproximadamente 50 autoras e autores que se mobilizaram entre os quatro volumes publicados, expressando uma enorme diversidade de temas e lutas. O olhar desses grandes ativistas por cidades mais justas nos guiou adiante no compromisso ético com a construção de políticas públicas interseccionais, que devem ter como responsabilidade e razão de existir a construção de condições reais para que a população negra, as mulheres, as LGBT+, os povos indígenas, quilombolas e toda a população oprimida possam exercer a sua humanidade livremente.

Para compreender melhor as consequências da radicalização do mal, utilizada pela branquitude contra os povos negros no ambiente urbano brasileiro, ousamos reunir neste quarto livro vozes que ecoam duras verdades com muita sabedoria. São reais porta-vozes da resistência de um Brasil que, 130 anos após a abolição, não nos permitiu que o título deste volume fosse outro. Lembrar as vergonhosas estruturas que pavimentaram a produção do espaço urbano ainda não nos permite pensar nas formas de efetivação do direito à cidade, mas no impacto da sua violação em nossas vidas.

O caminho da luta pela vida e pelo bem viver não é só um caminho sem volta, como também é o caminho possível.

Pelos nossos ancestrais e pelos que estão por vir.

Boa Leitura!

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